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Querido Andrea,
Você sabe como eu não sou fácil de ser convencida mesmo quando se trata dos amigos e amigas. Muitos já ficaram sentidos, pois acharam que não os apoiei o suficiente quando se colocaram em disputas eleitorais que eu considerava impróprias para o momento. Por isso resolvi escrever esta carta para você.
Em menos de um ano, nós paulistanos, seremos convocados a eleger um novo prefeito. Administrar a terceira maior cidade do planeta, dona do 10º maior PIB do mundo e centro mais populoso das Américas, com 11 milhões de habitantes, não é tarefa para qualquer político.
No momento em que vivemos, especialmente no caso do nosso partido que pretende escolher seu candidato à prefeitura por meio de prévias, não há como não pensar em um nome com maturidade e experiência administrativa para governar esse colosso que é São Paulo. E esse nome amigo, em minha opinião, é o seu.
Digo isso com a facilidade que me faz lembrar de seu trabalho como gestor público nas diversas áreas que atuou. Se eu pudesse definir você em uma palavra seria o equivalente a apaixonado, só que pela cidade. Paixão associada ao que chamaria de “patriotismo municipal” que surge da sua experiência do dia a dia, de todos os cantos da cidade, e do seu conhecimento das necessidades, dos problemas e das esperanças do paulistano.
Em todos os governos tucanos que você trabalhou, pude perceber o seu gosto por fazer acontecer em benefício da população. Lembro de quando foi presidente da CESP e secretário estadual de energia; era um jovem promissor, dedicado e atento. Depois em Brasília, como Ministro do Presidente Fernando Henrique Cardoso, quando foi responsável pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, sempre muito correto e leal, trabalhou com determinação e liderança.
Para mim, era até curioso ver sua atuação na gestão do Serra na prefeitura, época em que foi subprefeito da Sé. Você não parava um minuto, diligente e sempre com um entusiasmo contagiante. Isso sem falar quando ocupou a Secretaria de Serviços e a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Foi naquele período que vi a cidade arrumada, cuidada. Era nítido perceber o seu trabalho e da sua equipe: da limpeza urbana e combate as enchentes à remoção de entulho e iluminação da cidade até a criação de novas áreas verdes, como o Parque do Povo. Da melhoria da mobilidade – e aqui eu posso dizer como uma cadeirante -, rampas de acesso nos edifícios, calçadas reformadas, restaurantes (quantos visitamos juntos!). A acessibilidade foi um dos destaques do seu trabalho. Qualquer cadeirante sabe que a cidade mudou.
Foram inúmeras as coisas que marcaram a sua gestão, apenas para notar, gostaria de acrescentar mais algumas que, para mim, foram inesquecíveis: o início da revitalização do Centro e da Nova Luz, a Lei Cidade Limpa e o combate ao comércio ilegal e a fiscalização firme contra poderosos, enfrentando atividades contraventoras e ilegais.
É por isso por outras, que não tenho dúvida: São Paulo precisa ser liderada por alguém como você. Vale lembrar que isso tudo não se aprende, de repente, por vontade política ou conveniência eleitoral. É preciso viver e conviver com o paulistano para entender a essência de suas expectativas, para traduzir a urgência de suas necessidades. E você está pronto para isso.
Um beijo, Gilda.